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Agressividade ou falta de limites?

A sociedade actual exige cada vez mais dos pais: em termos de disponibilidade prestada; dos cuidados necessários; da difícil gestão de situações e problemas; o boom de informação à qual as crianças têm acesso; um regime escolar mais permissivo instalado; entre outros. Desta extrema exigência face à multiplicidade de factores, componentes e intervenientes, é comum os pais depararem-se com dificuldades em lidar com a agressividade dos seus filhos.


Quando um bebé nasce, ele traz na sua "mala de ferramentas" impulsos amorosos, mas também agressivos. A agressividade é fundamental para que a criança aprenda a defender-se e a impor-se no meio em que vive e se desenvolve, para afirmar-se e ensaiar-se enquanto pessoa. Nesta experiência que é o crescer, a criança não sabe controlar essa agressividade, ou seja, não consegue usar de modo adequado esta "ferramenta".

Geralmente, os comportamentos agressivos ocorrem quando a criança se sente frustrada ou quer comunicar que algo não está bem. Com muita frequência, a criança provoca um adulto para que ele possa intervir por ela e controle o seu impulso agressivo, já que ela é pequena e não tem condições de o fazer autonomamente. Nesses momentos, é como se o adulto emprestasse o seu auto-controlo à criança.

O comportamento agressivo infantil resulta, numa perspectiva desenvolvimental, na ausência de estratégias pessoais para organizar respostas melhor adaptadas à necessidade de conforto e segurança que a criança tem diante de situações ansiogénicas. Assim como os pais ajudam uma criança a andar, a falar... também a devem ensinar a controlar a sua agressividade e a aprender a hora e o modo correcto de a exteriorizar.

À medida que cresce, a criança aprende com os adultos que existem diferentes formas de se defender e obter aquilo que deseja. Quando os pais e/ou educadores ensinam que não é necessário tirar aos colegas os brinquedos, mas que é possível pedir para brincar com eles, ou chegar a um entendimento sobre como dividi-los, eles estão a ensinar à criança estratégias sociais que podem substituir condutas agressivas. Se este tipo de estratégia se mostrar eficaz, gradualmente a criança aprende a negociar e, se o ambiente no qual se insere valorizar essa atitude, gradualmente a conduta agressiva passa a ser menos frequente que as restantes estratégias para controlar o ambiente. É por isso que as lutas vão diminuindo de frequência com o seu desenvolvimento.


Para que as crianças apresentem uma forma legítima, natural e saudável de agressividade, é conveniente que os pais sejam tolerantes para com os filhos, aceitando-os e compreendendo-os de forma absoluta, mas justa. Dessa forma, estaremos a contribuir para que a independência e a criatividade sejam traços marcantes no desenvolvimento da criança, privilegiando simultaneamente na relação, a construção, o estabelecimento e a interiorização (compreensão e aceitação) de regras e limites, num exercício contínuo de respeito pelos outros e pela natureza.


A questão das regras e dos limites assume um papel educativo cada vez mais importante, visto verificar-se grande receio, por parte dos pais, em reprimirem, censurarem ou limitarem os seus filhos, fazendo da permissividade uma forma de lhes agradar e compensar possíveis ausências resultantes do ritmo de vida actual, expresso na falta de tempo para estarem e acompanharem os filhos. Porém, tal acarreta o enorme risco de gerar crianças que não conhecem os seus limites, e que não sabem lidar com sentimentos de frustração.

Ou, noutro sentido, crianças sujeitas a uma conduta de risco devido à inconsistência na forma de colocar limites. Tal pode deixar a criança confusa sobre o que pode ou não realizar, e torna difusa a compreensão do que é certo e do que é errado. Também não é raro encontrem-se pais que estimulam a conduta agressiva dos filhos, principalmente dos meninos, para a resolução de conflitos.

Apesar de não existirem receitas ou guiões para lidar com a agressividade duma criança, ficam aqui algumas ideias que podem ajudar no dia-a-dia. São elas:

- É necessário aceitar que, bem doseada, a agressividade é natural e até essencial para a criança poder brincar com os seus sentimentos agressivos, de forma a poder desenvolver a consciência da diferença entre a brincadeira e a verdadeira violência;

- Quando existe uma agressão por parte da criança, importa perguntar o motivo de tal gesto. Mesmo que a criança não responda, ajuda-a a pensar. Posteriormente, fazê-la pedir desculpa à agredida;

- É importante incentivar o diálogo e ser paciente. Muitas vezes, o tom de voz é determinante e diz mais do que as palavras. Procure ouvir a criança;

- O estabelecimento de limites claros é promotor do desenvolvimento da criança. Quando for necessário, dizer não, explicando o motivo da decisão. Não ter receio em impor a autoridade;


- Os adultos, enquanto modelos de referência, devem dar o exemplo e assim, não bater nas crianças;


- Manter a expectativa positiva face à criança e reforçar o comportamento adequado.

Normalmente, a agressividade não expressa "raiva", mas sim sentimentos como a insegurança, a mágoa, entre outros. É necessário ter em atenção o aumento da agressividade de uma criança, procurando compreender as causas por detrás desse comportamento.


"Disciplina é o segundo mais importante presente que os pais podem dar aos filhos. O amor vem em primeiro lugar, mas aprender a dominar sentimentos fortes como a raiva e a desilusão e comportar-se dentro de certos limites vem em segundo lugar."



T. Berry Brazelton

Estratégias para crianças com défice de atenção


- As crianças com défice de atenção necessitam de organização, de estrutura, de directrizes e de repetições. O estabelecimento de regras, expostas e de fácil leitura, ajuda a criança a saber o que é esperado dela, o que lhe transmite segurança. O clássico conjunto de regras, exposto na sala, de uma forma visível e apelativa, após terem sido trabalhadas em grupo, é um meio auxiliar muito eficaz. Convém ter em conta a necessidade das regras serem colocadas na positiva, e de se recorrer a elas sempre que uma seja desrespeitada. As crianças necessitam ouvir com frequência, por isso repita-as, fale acerca delas, promova o diálogo, etc.

- Um sistema de créditos (economia de fichas) é uma possibilidade válida de alterar alguns dos comportamentos indesejáveis. Convém que seja realizado na positiva, nunca na negativa, com prémios concretos que, à medida que os objectivos vão sendo alcançados, vão sendo substituídos por elogios (por ex.). No início da aplicação do sistema, os critérios de avaliação terão níveis de exigência mais reduzidos, ocorrendo um aumento gradual à medida que o tempo passa e os objectivos vão sendo alcançados.

- Dar feedback, de uma forma construtiva, com frequência. As crianças beneficiam muito com o retorno frequente do seu resultado. Tal facilita a ocorrência dum comportamento desejável, possibilitando à criança saber o que lhe é esperado, e se está a atingir as metas esperadas, o que pode ser um excelente incentivo.

- Possuir pensamento positivo. Na maioria dos casos, quando se corrige uma criança, existe a tendência para dizer :"Não faças isso"; quando o que surtirá mais efeito será dizer: "Faz isso". Procurar dizer pela positiva, ao invés da negativa. Desta forma permite-se à crianças interiorizar o que tem de fazer, o que se espera dela, ao invés do que o que não se espera que realize.

- Existe elevada associação entre o défice de atenção e a baixa auto-estima, normalmente como consequência directa da primeira. Convém que a criança seja "alimentada" com incentivos e apoios, não apenas quando termina tarefas, mas também durante a realização das mesmas. Valorizar mais o esforço que o resultado final.

- Deve-se procurar salientar os aspectos positivos da criança, evitando tratá-lo por apelidos ou realizar comentários depreciativos. Quando for necessário criticar, deve-se criticar o comportamento específico, mostrando, no entanto, que ela pode melhorar e, de uma forma pedagógica, mostrar-lhe a forma correcta de agir. Perguntas do género "Sabes o que fizeste?, ou "Como é que achas que podias ter feito de forma diferente?" ajudam a promover a auto-observação.

- Estabelecer tarefas de conclusão rápida (inicialmente), começando a aumentar gradualmente a complexidade e duração das mesmas, fomentando a aprendizagem da organização. Relativamente a grandes tarefas, procurar dividir em menores. Grandes tarefas, em crianças com défice de atenção, frequentemente resultam num nível de resposta do tipo "eu não sou capaz". Pela divisão de tarefas, o adulto pode permitir à criança que demonstre a si própria que é capaz, e evitar sentimentos de frustração.

- Na sala, procurar colocar a criança junto do adulto, tal ajuda a evitar a distracção. De igual forma, juntar a criança perto de outras bem comportadas, pois ela necessita de modelos para se estimular.

- Procurar juntar as mesas em círculos, ou em "U". Tal facilita o contacto e o "olho a olho" com os restantes colegas, o que ajuda a evitar a dispersão.

- Utilizar, sempre que possível, metodologia visual. Procurar escrever no quadro palavras chave enquanto se fala dos assuntos.

- Ser criativo e procurar inovar, tal entusiasma as crianças, ajuda a motivar e a manter a atenção.

- Alternar actividades mentais e físicas.

- Muitas vezes, o "chamar à atenção" verbal pode ser trocado por um simples olhar, que ajuda a criança a manter-se atenta. O mesmo resultado pode ter um pequeno toque físico quando esta se distraí (Ex.: leve toque no ombro).

- Promover a prática de exercícios físicos, tal ajuda a "libertar" o excesso de energia, contribuí para o aumento da capacidade de concentração, além de ser divertido.

- Procurar fomentar a comunicação Pais/Escola, não apenas duma forma reactiva, após a ocorrência de dificuldades, mas sim duma forma construtiva e preventiva.

A agressividade nas crianças

Uma dificuldade comum à generalidade dos pais, prende-se com a forma como lidar com a agressividade dos seus filhos. É necessário aceitar que, bem doseada, a agressividade é natural e até essencial para a criança poder brincar com as suas fantasias agressivas, de forma a poder desenvolver a consciência da diferença entre a brincadeira e a verdadeira violência. Apesar de não existirem "soluções milagrosas" para lidar com a agressividade duma criança, ficam aqui algumas ideias que podem ajudar no dia-a-dia:

- Quando existe uma agressão por parte da criança, deve-se perguntar sempre o motivo de tal gesto. Mesmo que a criança não responda, obriga-a a pensar. Faze-la pedir desculpa à agredida;

- Procurar o diálogo e ser paciente. Muitas vezes, o tom de voz diz mais do que as palavras. Procurar ouvir a criança;

- Impor limites claros. Quando for necessário, dizer não, mas tentar sempre dar uma explicação;

- Não ter receio em impor a autoridade:

- Não bater nas crianças (devem ser os adultos a dar o exemplo).

- Manter a expectativa de comportamentos adequados e reforçá-los positivamente quando manifestados.

Normalmente, a agressividade não está a expressar raiva, mas sim outros sentimentos como insegurança, mágoa, etc. É necessário ter em atenção o aumento da agressividade de uma criança, procurando compreender as causas por detrás desse comportamento.

Berçário - Socialização e adaptação da criança

Nos dias de hoje, em que a mulher assume cada vez mais actividades fora de casa, é comum as crianças ficarem a cargo de terceiros mais cedo.

A adaptação da criança está na dependência da orientação do pessoal do berçário, que deverá conhecer as suas necessidades básicas, as suas características evolutivas e ter informações quanto aos aspectos da saúde, higiene e nutrição infantil (todas estas informações devem ser passadas pelos pais em entrevista prévia através da anamnese). Desta forma, a socialização da criança desenvolve-se harmoniosamente, adquirindo superioridade sob o ponto de vista da independência, autoconfiança, adaptabilidade e rendimento intelectual.

As actividades programadas devem basear-se nas suas necessidades e interesses: as crianças são ávidas para explorar, experimentar, coleccionar, aprendem depressa e desejam exibir as suas habilidades.

As actividades têm como objectivo a estimulação de diferentes áreas, como a: percepção visual, coordenação motora, percepção auditiva, linguagem, percepções gustativas e olfactivas, percepção táctil, Educação Artística e Educação Física; que integram o processo de aprendizagem da criança com o processo de socialização.

Caberá à Instituição estimular e orientar a criança, considerando os estágios do seu desenvolvimento, aceitando-a e desafiando-a a desenvolver-se. A criação de um ambiente que estimule a actividade criadora da criança, além de contribuir para o seu desenvolvimento global, favorece igualmente a aproximação da criança à realidade escolar.

Porém, o desenvolvimento da criança deve ser acompanhado, principalmente, pelos pais, pois o Berçário é apenas um suporte facilitador de todo o processo. Cabe também aos pais acompanhar a rotina do seu filho através das reuniões e horários de atendimento do berçário.

Informações sobre o processo de adaptação no Berçário:
1 - A vinda da criança para a Instituição deve ser preparada;
2 - A separação, apesar de necessária, é um processo doloroso tanto para a criança quanto para a mãe, mas é superada em relativamente pouco tempo;
3 - Devem-se procurar evitar grandes alterações durante esse período de adaptação: mudança de residência; retirada da chucha ou das fraldas; mudança das mobílias do quarto da criança; etc.;
4- O facto da criança chorar na hora da separação é frequente e nem sempre significa que ela não queira ficar na escola;
5- A ausência do choro não significa que a criança não sinta a separação. Não é necessário encarar esse facto com ansiedade, pode até ser um bom sinal;
6- Sempre que possível, é benéfico que seja a mãe a entregar a criança à educadora, colocando-a no chão e incentivando-a a ficar na Instituição. Não é recomendável deixar a educadora com o encargo de retirar a criança do colo da mãe;
7- Nunca saia "escondida" do seu filho. Despeça-se naturalmente.
8- A sala do Berçário é um espaço que deve ser respeitado e a sua presença nela, além de dificultar a compreensão da separação, fará com que as outras crianças "reclamem" a presença das respectivas mães;
9 - Lembre-se que a equipa do Berçário trabalha com crianças em grupo, procurando distribuir a sua atenção pelos diferentes bebés;
10 - Se os pais confiarem na Instituição e nos seus trabalhadores, sentirão segurança no momento da separação e, esse sentimento, será transmitido ao bebé, que suportará melhor a nova situação;
11 - O período de adaptação varia de criança para criança, é único e deverá ser respeitado;
12 - Poderão ocorrer algumas regressões de comportamento durante o período de adaptação, assim como alguns sintomas psicossomáticos (febre, vómitos etc.);
13 - Nesta fase, é comum verificar-se, por parte do bebé, uma ambivalência de sentimentos: o desejo de autonomia e a sua necessidade de protecção ocorrem simultaneamente;

Dúvidas Quanto à Adaptação no Berçário:
Ao deixar uma criança no Berçário, é frequente o aparecimento de sentimentos de culpa, insegurança, ansiedade e ciúmes pelo "abandono" da criança. Se sentir-se deprimida por esse sentimento procure discuti-lo com o Psicólogo da Instituição.

Habitualmente, até os sete meses, não se verificam grandes de problemas de adaptação, pois o bebé não distingue, visualmente, a sua mãe de outros adultos estranhos. A partir dos 8 meses o bebé passa pelo período de "Angústia do Estranho" (nível de maturação que permite ao bebé distinguir a diferença visual entre o conhecido e o desconhecido). Durante essa fase, a adaptação pode ficar mais difícil e demorar um maior período de tempo.

Em caso de dúvidas quanto ao comportamento do seu filho ou quanto às condutas adoptadas pela Instituição, procure a informar-se junto das pessoas que lidam com a sua criança ou de um Psicólogo, que estarão sempre à sua disposição para esclarecer e ajudar sempre que necessário.

As crianças e a televisão

O debate entre os benefícios e malefícios da televisão no desenvolvimento das crianças acentua-se de dia para dia, da mesma forma que aumenta o número de horas de exposição das nossas crianças frente ao seu ecrã (e a outros mais). Mais do que tomar uma posição fundamentalista contra a televisão, é necessária a consciência que, tanto famílias como instituições educativas (e, porque não, toda a sociedade), têm um papel fundamental na educação das crianças e, neste caso concreto, na sua relação com a televisão.

Temos de ser nós, adultos, a ajudar as nossas crianças a ver televisão. Desta forma, ficam aqui algumas "dicas", que poderão ser úteis nesse processo de aprendizagem:

- Ver televisão com as crianças, e ajudá-las a escolher programas adequados para a sua faixa etária;

- Evitar que a televisão iniba a comunicação familiar;

- Falar com as crianças sobre os programas, ouvindo a opinião delas, e partilhar a sua;

- Evitar que as crianças vejam televisão antes de deitar, em especial programas violentos;

- Procurar não ver televisão durante as refeições;

- Não colocar televisão nos quartos;

- Dar o exemplo às crianças, procurando que a televisão não seja a principal fonte de informação e meio de ocupação de tempos livres. Com dedicação, paciência e carinho, mostre alternativas às crianças, tais como a leitura, jogos, conversas, desporto, passeios...

O nascimento do novo irmão

Apesar do momento de felicidade que é para uma família o nascimento de uma criança, para um irmão mais velho este pode ser o início de um "pesadelo" e, assim, para os pais, que se dividem entre o contentamento de terem um novo filho e a necessidade de atenção de outro que, apesar de mais velho, continua uma criança. Quando a diferença de idades é superior a dois anos, maior será essa dificuldade.

Essas dificuldades são perfeitamente naturais e fazem inclusivamente parte da natureza humana: se normalmente temos dificuldade em dividir qualquer coisa, para uma criança é mais difícil dividir o carinho e a atenção dos seus pais. Por isso os ciúmes são perfeitamente aceitáveis, pelo que não há motivos para os tentar eliminar.

Após o nascimento do irmão, são totalmente compreensíveis tentativas de regressão por parte da criança (comportamentos mais infantis, relativos a fases entretanto já passadas). Tal é perfeitamente natural e, é dessa forma que deverão ser encaradas pelos pais: nunca se deve criticar nem contrariar (dentro do razoável) os pedidos de biberão ou chucha, por exemplo. Desta forma, contribui-se para que a criança se sinta aceite e amada como anteriormente ao nascimento do irmão.

Em relação aos ciúmes, deve-se enfrentá-los com descontracção e aceitação de algumas atitudes de intolerância reveladas pela criança. Os pais devem ter o cuidado de assegurar, através de palavras e gestos carinhosos, o lugar especial que o filho mais velho tem nos seus corações. Nunca se deve colocar a criança de parte, e permitir-lhe até, sempre que possível, que participe em tarefas simples que envolvam o bebé, juntamente com os pais.


Sempre que possível, é muito vantajoso procurar mostrar que o bebé gosta do irmão mais velho, que se acalma e sorri quando está com ele, procurando criar uma atmosfera positiva nestas situações de forma a que exista uma simpatia mútua.

É fundamental facilitar que os sentimentos negativos sejam expressos, por exemplo dizendo: "eu sei que é difícil para ti dividir as atenções com o teu irmão", de forma a evitar ou atenuar os sentimentos de culpa resultantes.

Actividades Desenvolvidas

Avaliação Psicológica a Crianças e Adolescentes

A Avaliação Psicológica visa determinar o desenvolvimento psicológico do indivíduo e avaliar o seu funcionamento global, procedendo a um diagnóstico preciso, que permitirá a elaboração de um plano de intervenção ajustado tanto a nível pessoal como escolar.

São vários os objectivos da avaliação psicológica, que serve como meio de compreensão do funcionamento mental infanto-juvenil. É uma importante ferramenta para a despistagem de dificuldades ao nível do desenvolvimento, permitindo uma verificação de hipóteses que permitem elaborar um diagnóstico, bem como a necessidade de encaminhamento e articulação com outros agentes educativos (Pais, Escola, etc.) e/ou técnicos especializados (como terapeuta da fala, professor de ensino especial, entre outros).



Psicoterapia Individual para Crianças e Adolescentes

A Psicoterapia de Crianças e Adolescentes é um processo técnico e planificado que visa ajudar o indivíduo quando existem dificuldades ao nível do desenvolvimento emocional e/ou social. Estas são faixas etárias que possuem características específicas distintas, pelo que uma abordagem terapêutica eficaz terá sempre que ter em conta essas especificidades.

Com base num referencial teórico da estrutura da personalidade, dos comportamentos e das relações interpessoais, procura-se facilitar um processo de auto-descoberta por parte das crianças e adolescentes, através dum trabalho conjunto, que conduza à harmonização/pacificação de conflitos, dúvidas, angústias, dores, entre outros conteúdos, passíveis de causar mal estar psíquico. Paralelamente, procura-se ajudar os adultos de referência a lidar com aspectos gerais ou mais específicos das problemáticas apresentadas em consulta, pretendendo englobá-los no processo terapêutico. Este envolvimento da família, é fundamental para o sucesso de qualquer terapia, bem como uma possível intervenção junto de outros intervenientes significativos na vida das crianças e adolescentes (designadamente Educadoras de Infância, Professores, etc.).




Orientação Vocacional

A realidade profissional actual, caracterizada por um contínuo aumento das alternativas formativas e profissionais, fazem da Orientação Vocacional um momento de importância fundamental na vida dum jovem, daí não se poder cingir apenas à aplicação de provas de orientação vocacional. Ao invés, o processo de Orientação Vocacional tem como meta capacitar o indivíduo para a tomada de decisões, não apenas em termos de carreira (na escola e na profissão), mas sempre que necessário. O objectivo principal passa pela introspecção e desenvolvimento de competências que lhes permitam definir um projecto profissional e pessoal.

Desta forma, importa considerar as diferentes etapas:
- Promoção do auto-conhecimento, através da elaboração duma análise de si próprio em relação ao mundo de trabalho;
- Avaliação da Maturidade Vocacional, bem como realizar uma exploração das suas capacidades e aptidões;
- Desenvolvimento das competências de tomada de decisão;
- Exploração das diferentes ofertas de formação, o que visa dar a conhecer diferentes cursos e profissões, bem como diferentes possibilidades de formação oferecidas pelo sistemas educativo;
- Como conclusão, realização dum processo de reflexão e de integração de todo o processo de Orientação Vocacional.




Aconselhamento Parental

É um espaço dedicado ao esclarecimento de dúvidas ligadas à parentalidade e educação dos filhos, no sentido de prevenir o aparecimento de problemas.

Ser Pai é sinónimo de enfrentar múltiplas questões que vão surgindo à medida que as crianças crescem, bem como a angústia a elas associada. Porém, esta poderá ser encarada como um momento promotor do conhecimento e do desenvolvimento da família.

As dúvidas e o medo de errar são processos naturais, e são igualmente sintomas positivos da vontade dos pais em responder da forma mais adequada às necessidades dos filhos. Questões como: “Como fazer com que ele durma sozinho?”; “Como será a melhor forma de falar sobre a sexualidade?”; “Como abordar o filho quando os pais se separam?”, entre outros, podem ser debatidas com o Psicólogo. Porque as dúvidas existem (e ainda bem que assim é), elas podem tornar-se em momentos privilegiados de desenvolvimento familiar.




Programa de Desenvolvimento de Aptidões Para a Aprendizagem Académica

A entrada duma criança para a o último ano do Jardim-de-infância (5 anos), geralmente coincide com uma época em que os pais se começam a confrontar as mais variadas questões relacionadas com a aprendizagem académica. Uma das que mais preocupação causa aos adultos, é a ansiedade relacionada com a preparação da criança(ou a ausência desta) para a entrada na escola.

A etapa pré-escolar assume um papel decisivo no desenvolvimento posterior da criança e, em especial, no seu sucesso académico. Para desfrutar de um rendimento pleno na aprendizagem, é necessário que a criança tenha anteriormente adquirido um determinado grau de maturidade. Tal pode considerar-se como um factor tão importante no processo de ensino/aprendizagem como as suas próprias capacidades.

O Programa de Desenvolvimento de Competências para a Aprendizagem Académica é baseado na teoria de Jean Piaget, e possui, como pressuposto o papel fundamental da experiência para o desenvolvimento cognitivo. Na base da sua elaboração está o objectivo de, através do jogo e de outras actividades lúdicas, proporcionar o máximo de experiências que permitam uma maior maturidade de áreas como a psicomotricidade, visuomotricidade, orientação especial e temporal, aquisição do esquema corporal e lateralidade, domínio da linguagem oral a nível compreensivo e expressivo, percepção e memória visual e auditiva.



Intervenção Psicopedagógica em Atrasos de Desenvolvimento e Dificuldades de Aprendizagem

Um dos principais motivos que conduzem pais e filhos a uma consulta de Psicologia prende-se com a detecção de dificuldades de aprendizagem, bem como a ocorrência de atrasos de desenvolvimento, frequentemente sinalizados pelos Professores ou, num nível mais precoce, pelas Educadoras de Infância.

A intervenção psicopedagógica tem, por pressuposto-base, a importância do trabalho interdisciplinar, através do qual se procura recolher o máximo de conhecimentos e experiências dos vários intervenientes que povoam o quotidiano das crianças e jovens para, desta forma, maximizar os recursos existentes e potenciar uma intervenção conjunta, imediata, e que conduza, o mais celeremente, à resolução das problemáticas apresentadas. Pretende-se, desta forma, avaliar, caracterizar e diagnosticar a natureza específica das dificuldades apresentadas pelas crianças e jovens para, desta forma, apresentar propostas concretas de intervenção, bem como promover estratégias eficazes junto dos pais e outros agentes educativos.